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A Polícia Civil investiga o óbito de uma mulher de 29 anos descoberta dentro da casa onde morava com o marido, um policial militar, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O PM afirmou à polícia que a esposa teria usado a arma dele para tirar a própria vida. Familiares, entretanto, contestam essa versão e levantam questionamentos sobre as circunstâncias da morte.
De acordo com as informações disponíveis, a vítima foi descoberta ferida no banheiro da casa. O próprio marido chamou a Polícia Militar e relatou que detectou a mulher ao acordar através da manhã.
Conforme depoimento, o policial teria informado que a esposa sabia onde sua arma era guardada. Ele negou envolvimento no óbito e também teria afirmado que o casal não mantinha desavenças. O PM foi ouvido e em seguida liberado.
Familiares afirmam não acreditar na hipótese apresentada através do marido. Segundo relato de uma parente, poucas horas antes de morrer a mulher teria telefonado para a avó e contado que o relacionamento havia terminado e que estava planejando seus pertences para deixar a casa com o filho.
“Ela ligou entre oito e nove da manhã para falar que eles tinham terminado e que ela estava arrumando as coisas para ir embora com o filho para a casa da avó. No fundo da ligação dava para ouvir o barulho de gente na casa”, relatou uma familiar.
Os parentes também argumentam que o policial tinha histórico de comportamento agressivo e episódios de conflito. Essas afirmações, no entanto, são versões apresentadas através da família e necessitarão ser apuradas durante a investigação.
Outro momento perguntado pelos familiares envolve os procedimentos para o sepultamento. Segundo eles, o marido teria providenciado a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) e planejado o enterro sem comunicar previamente os parentes da vítima. A família demonstrou preocupação com uma eventual cremação e defende a preservação de possíveis elementos que possam contribuir para a investigação.
A mulher deixa um filho de dois anos, que morava com o casal. Conforme o relato dos familiares, a criança ficou inicialmente sob os cuidados da família materna.
A Polícia Civil necessitará averiguar os depoimentos, os exames periciais e demais elementos reunidos no inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar se houve participação de terceiros. Até a conclusão das investigações, nenhuma das hipóteses deve ser cuidada como definitiva.
Com informações de O Taboanense

