A Polícia Civil concluiu que somente um dos três adolescentes envolvidos em uma ocorrência de “rabeira” em um ônibus do transporte coletivo da Viação Fervima/Pirajuçara, em Taboão da Serra, precisará responder por ato infracional análogo ao crime de roubo. O jovem, de 14 anos, é destacado como responsável por retirar a lanterna traseira do veículo durante o percurso. Os outros dois adolescentes, de 14 e 15 anos, foram ouvidos como testemunhas.
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O caso ocorreu na noite de quarta-feira (22), na Avenida Jacarandá, no Parque Jacarandá. Conforme o boletim de ocorrência, o motorista notou que adolescentes estavam pendurados na parte traseira do ônibus, prática conhecida como “pegar rabeira”. Para impedir que eles caíssem, diminuiu a velocidade e parou o coletivo. Ao verificar o veículo, constatou que uma das lanternas traseiras havia sido retirada e que barras de ferro haviam sido colocadas no para-choque.
Empregados da empresa foram até o local e encontraram os adolescentes pouco depois. Durante a abordagem, a lanterna retirada do ônibus foi localizada dentro da mochila de um dos jovens. Além da peça, a Polícia apreendeu barras de ferro e uma chave de fenda.
No depoimento, os adolescentes relataram que estavam andando de bicicleta quando decidiram se agarrar à traseira do ônibus para serem puxados através do veículo. De acordo com os relatos registrados através da Polícia Civil, o adolescente de 14 anos admitiu que retirou a lanterna traseira do coletivo para utilizá-la como apoio enquanto permanecia pendurado no ônibus e, em seguida, guardou a peça na mochila. Os outros dois confirmaram a prática da “rabeira”, mas afirmaram que não participaram da retirada da lanterna.
Na conclusão do boletim de ocorrência, a autoridade policial compreendeu que somente o adolescente que retirou e ocultou a lanterna praticou, em tese, ato infracional análogo ao crime de roubo. Como não houve violência ou grave ameaça, ele foi liberado aos responsáveis mediante assinatura de termo de comprometimento e precisará apresentar-se em seguida ao Ministério Público e à Vara da Infância e da Juventude. Já os outros dois adolescentes passaram a figurar somente como testemunhas, uma vez que a investigação não detectou elementos que indicassem participação deles no roubo.
A prática conhecida como “rabeira” consiste em se agarrar na traseira de ônibus, caminhões ou outros veículos em movimento. Além de colocar a vida dos próprios adolescentes em risco, a conduta pode causar acidentes graves, danos aos veículos e comprometer a segurança de passageiros, motoristas e demais usuários das vias.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga várias furtos e danos a ônibus em Taboão da Serra e Embu das Artes relacionados à prática da “rabeira”, quando adolescentes se seguram na traseira de coletivos em movimento utilizando bicicletas ou skates. Eles marcam os encontros via redes sociais.
De acordo com as investigações, alguns grupos passaram a retirar ou danificar as lanternas traseiras dos ônibus para utilizá-las como apoio. Além do risco de acidentes, os ataques obrigam a retirada dos veículos de circulação para manutenção, reduzindo a frota disponível e aumentando o tempo de espera dos passageiros.
Os casos são apurados através do 2º DP de Taboão da Serra e através do 1º DP de Embu das Artes, enquanto a Polícia Militar reforçou o ronda nas regiões com maior incidência desse tipo de ocorrência.
Com informações de O Taboanense
