5 de novembro de 2025
Yanaly/freepik
As informações divulgados na próxima quarta (5) através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma mudança importante no comportamento conjugal do povo de Embu das Artes. O Censo 2022 revelou que a união consensual, quando o casal vive junto sem registro civil ou religioso, se tornou o tipo de relação mais comum no município — um reflexo das transformações culturais e sociais que também ocorrem em todo o país.
Conforme o levantamento, 43,4% dos moradores de Embu das Artes vivem em união consensual. Já os casamentos civis e religiosos representam 33,5%, enquanto 22,1% estão unidos somente no civil e 1,0% somente no religioso.
As informações revelam uma mudança expressiva em relação ao Censo de 2010, quando as uniões civis e religiosas somavam 39,1% e as consensuais 38,2%. Em pouco mais de uma década, o número de casais que optaram por viver juntos sem oficializar a relação aumentou, acompanhando uma tendência nacional.
De acordo com o IBGE, esse comportamento fica associado a mudanças culturais e econômicas, com casais que priorizam a convivência e a estabilidade emocional antes da formalização no cartório ou na igreja. “O que observamos é uma diversificação dos arranjos familiares e uma maior aceitação social das uniões consensuais, que se consolidaram como um modelo de relação legítimo e estável”, afirmou o instituto.
O levantamento nacional mostra que 51,3% do povo brasileira vive em união conjugal — sendo 38,9% em união consensual, 37,9% casados no civil e religioso, 20,8% somente no civil e 2,6% somente no religioso.
Embu das Artes continua essa mesma tendência, mas com uma proporção ainda maior de uniões consensuais que a média nacional, reforçando a característica diversa e dinâmica de sua população. O município, que cresce em ritmo acelerado e abriga uma ampla mistura cultural, reflete um novo retrato da família brasileira: menos formal, mais plural e baseada na convivência e no afeto.
Com informações de O Taboanense

