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Notícia Embu das Artes

Voepass: mecânico expõe problema na manutenção de avião que caiu em SP

17 de Março, 2025Updated:17 de Março, 2025

Um ex-mecânico da Voepass revelou ao Fantástico, neste domingo (16/3), que a empresa aérea, que teve as operações suspensas por falta de segurança através da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na última terça-feira (11/3), realizava várias irregularidades nas manutenções das aeronaves.

Inclusive no avião do voo 2283 da companhia, que ficou nacionalmente conhecido depois de a tragédia aérea do dia 9 de agosto de 2024, quando o avião caiu sobre Vinhedo (SP) e todas as 62 pessoas que estavam na aeronave morreram.

O homem chegou a afirmar que “já sabia” que a tragédia iria ocorrer. “Era o avião que dava mais problemas, que mais dava mais pane. A gente avisava que o avião estava ruim. A manutenção sabia, a manutenção reportava, falava, avisava, e eles [ele se refere à alta chefia do centro de controle de manutenção da Voepass] queriam obrigar a gente a botar o avião para voar.”


O que afirma o ex-mecânico

  • Conforme o homem, que afirma ter trabalhado em outras empresas aéreas, a “Voepass não dá suporte nenhum para a manutenção”. Ele conta que faltam até ferramentas.
  • O ex-mecânico, que trabalhou na empresa antes e depois de a tragédia, conta que nada mudou depois de a queda da aeronave. “Mudou em nada. Acho até que piorou“.
  • Quando indagado sobre imagens dos aviões parados em um matagal, ele conta que as aeronaves são desmontadas aos poucos para fornecer peças às aeronaves ainda em operação. A pratica não é necessariamente um problema, mas, segundo o ex-funcionário, no caso da Voepass era feita de modo irregular.
  • O homem, por final, chega a denunciar que a empresa escondia aviões da Anac. “Aqueles aviões que estavam cobertos, aqueles eram os aviões que estavam no mato. Por que eles mandaram cobrir? Porque a Anac ia fazer uma vistoria lá. Eles estavam escondendo da Anac“, falou.

As famílias das vítimas se uniram no mês de outubro de 2024 e criaram uma associação para acompanhar as investigações do acidente e dar assistência emocional e jurídica aos familiares. Em entrevista ao Metrópoles, Maria de Fátima, mãe da médica residente Arianne Albuquerque Risso, uma das vítimas do acidente, afirmou, na época, que a associação buscam resposta para o que chama de “tragédia anunciada” e “crime premeditado”.

“O luto tem se transformado em luta. Não foi uma fatalidade, não foi um acidente, foi um crime premeditado, no sentido de tragédia anunciada. Essas aeronaves [da Voepass] já não tinham mais condições de voar. Além dessa dor infinita, quase que insuportável, nós temos a revolta, a indignação. Queremos respostas”, desabafa.

O que diz a Voepass

Em informe ao Fantástico, a Voepass afirma que pretende retomar suas atividades o mais rápido viável e que, durante seus 30 anos de operação, a segurança foi sempre prioridade máxima.

De acordo com a companhia, o relatório preliminar do Cenipa conformou que a aeronave do voo 2283 estava com certificação válida e todos os sistemas em funcionamento.

Sobre a manutenção das aeronaves, a Voepass defende que a reutilização dos componentes entre aviões é legal quando existe certificação e rastreabilidade adequadas.

A empresa contesta, por final, denúncias de irregularidades, afirmando seguir todos os protocolos regulatórios. Sobre os aviões envelopados, diz que nunca burlou fiscalizações.

Com informações Metropoles

Acidente aéreo Brasil embu embu das artes VoePass
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